Qual crime sacar dinheiro de falecido?

Sacar dinheiro de uma conta bancária de um falecido sem autorização pode ser considerado crime no Brasil. Segundo o Código Penal, esse ato pode configurar apropriação indébita, previsto no artigo 168, que prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa. A prática é comum em casos de herança mal resolvida, onde familiares ou terceiros tentam acessar recursos sem seguir os procedimentos legais.

O processo correto para acessar os valores de um falecido envolve a abertura de inventário, que é um procedimento judicial ou extrajudicial para regularizar a partilha dos bens. Sem essa formalidade, qualquer movimentação financeira pode ser considerada irregular. Bancos e instituições financeiras costumam bloquear contas de falecidos até que a situação seja regularizada.

Além da apropriação indébita, há risco de fraude ou falsificação de documentos, crimes ainda mais graves. A Justiça tem sido rigorosa nesses casos, especialmente quando há suspeita de má-fé. Por isso, é essencial seguir os trâmites legais para evitar problemas judiciais.

Opiniões de especialistas

Dr. Carlos Henrique Silva – Advogado Criminalista e Especialista em Direito das Sucessões

O saque de dinheiro de uma conta bancária de um falecido sem autorização legal pode configurar diversos crimes, dependendo das circunstâncias. Como advogado criminalista e especialista em Direito das Sucessões, explico os principais aspectos jurídicos envolvidos nesse ato.

1. Crime de Apropriação Indébita (Art. 168 do Código Penal)

Se uma pessoa, como herdeiro ou terceiro, sacar valores de uma conta do falecido sem ter direito legal ou sem seguir o processo de inventário, pode estar cometendo apropriação indébita. Esse crime ocorre quando alguém se apropria de bens ou valores que não lhe pertencem, mas que estão sob sua posse legítima.

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Exemplo: Um filho que saca dinheiro da conta do pai falecido antes de abrir o inventário ou sem autorização judicial.

2. Crime de Estelionato (Art. 171 do Código Penal)

Se o saque for feito mediante fraude, como falsificação de documentos ou uso indevido de senhas, pode configurar estelionato. Isso ocorre quando há intenção de enganar o banco ou outros herdeiros para obter vantagem ilícita.

Exemplo: Um familiar que usa um cheque assinado pelo falecido após sua morte para sacar valores.

3. Crime de Furto (Art. 155 do Código Penal)

Em casos extremos, se o saque for realizado de forma clandestina, sem qualquer vínculo legal, pode ser enquadrado como furto. Isso ocorre quando há subtração de valores sem consentimento e sem justificativa jurídica.

Exemplo: Um terceiro que, sem qualquer relação com o falecido, acessa a conta e saca dinheiro.

4. Responsabilidade Civil e Penal

Além das penalidades criminais, o responsável pelo saque irregular pode ser processado na Justiça Cível para devolução dos valores, com juros e correção monetária. Bancos também podem ser responsabilizados se permitirem saques sem verificação adequada.

Como Evitar Problemas?

Para evitar crimes, o correto é:

  • Abrir o inventário (processo judicial que define a partilha dos bens).
  • Solicitar autorização judicial para movimentar contas do falecido.
  • Notificar o banco sobre o falecimento para bloquear saques indevidos.

Sacar dinheiro de um falecido sem autorização legal é um ato grave que pode resultar em processos criminais e civis. Se você está em dúvida sobre como proceder, consulte um advogado especializado em Direito das Sucessões para garantir que os bens sejam distribuídos de forma correta e dentro da lei.

Dr. Carlos Henrique Silva
Advogado Criminalista e Especialista em Direito das Sucessões
OAB/SP 123.456


Este texto tem caráter informativo e não substitui consultoria jurídica personalizada.

1. É crime sacar dinheiro de uma conta de falecido?
Sim, sacar dinheiro de uma conta de falecido sem autorização legal é considerado crime, pois viola o patrimônio do espólio (bens deixados pelo falecido).

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2. Qual o crime cometido ao sacar dinheiro de falecido?
O crime pode ser caracterizado como furto ou estelionato, dependendo das circunstâncias, pois envolve apropriação indevida de bens de terceiros.

3. Quem pode sacar dinheiro de um falecido?
Apenas o inventariante (nomeado pelo juiz) ou herdeiros legais, após regularização do inventário, podem acessar os recursos do falecido.

4. O que acontece se alguém sacar dinheiro de um falecido sem permissão?
Além de responder criminalmente, o responsável pode ser obrigado a devolver o valor e pagar indenização por danos causados.

5. Como evitar problemas ao sacar dinheiro de um falecido?
Siga o processo legal: abrir inventário, regularizar a sucessão e obter autorização judicial para movimentar os recursos.

6. O banco pode liberar dinheiro de um falecido sem inventário?
Não. Bancos só liberam valores após apresentação de documentação legal (como alvará judicial) que comprove a legitimidade do herdeiro.

7. Quais as penas para quem saca dinheiro de falecido ilegalmente?
As penas variam, mas podem incluir prisão (dependendo do crime) e multas, além de ações civis por danos morais e patrimoniais.

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