O QUE QUER DIZER MATEUS 1 25?

Mateus 1:25 é um versículo do Novo Testamento da Bíblia que tem sido objeto de debates teológicos ao longo dos séculos. Este versículo se refere à relação entre José, Maria e Jesus, e sua interpretação pode ter implicações significativas para a compreensão da natureza de Jesus e da doutrina da virgindade perpétua de Maria. Neste artigo, exploraremos o significado de Mateus 1:25 e suas implicações teológicas.

O Contexto

Antes de mergulharmos no versículo em questão, é importante entender o contexto em que ele foi escrito. Mateus 1 descreve a genealogia de Jesus, traçando sua linhagem desde Abraão até José, o marido de Maria. O versículo 18 então introduz a história do nascimento virginal de Jesus, afirmando que Maria estava grávida pelo Espírito Santo antes de se casar com José. O versículo 25 é a conclusão desta história, afirmando que José “não a conheceu até que ela deu à luz um filho”.

O Significado de Mateus 1:25

A frase “não a conheceu até que” em Mateus 1:25 tem sido objeto de debate teológico. Alguns argumentam que esta frase implica que José e Maria tiveram relações conjugais após o nascimento de Jesus, o que contradiria a doutrina da virgindade perpétua de Maria. No entanto, outros argumentam que a frase “até que” não implica necessariamente que algo aconteceu depois, mas simplesmente que algo não aconteceu antes. Para entender o significado de Mateus 1:25, é importante considerar o uso da frase “não conheceu” no Antigo Testamento. Esta frase é frequentemente usada para se referir a relações sexuais, mas também pode ser usada para se referir a um conhecimento mais geral. Por exemplo, em Gênesis 4:1, Adão “conheceu” Eva, o que resultou na concepção de Caim. No entanto, em Gênesis 18:19, Deus diz que escolheu Abraão para que ele “mande seus filhos e sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para fazer o que é justo e reto”. Aqui, “conhecer” se refere a um conhecimento mais geral, não necessariamente sexual. Dado o contexto de Mateus 1, é mais provável que a frase “não a conheceu” se refira a um conhecimento mais geral, não necessariamente sexual. Em outras palavras, José não teve relações conjugais com Maria antes do nascimento de Jesus, mas isso não implica necessariamente que eles tiveram relações depois.

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Implicações Teológicas

A interpretação de Mateus 1:25 tem implicações significativas para a compreensão da natureza de Jesus e da doutrina da virgindade perpétua de Maria. Se a frase “não a conheceu até que” implica que José e Maria tiveram relações conjugais após o nascimento de Jesus, isso poderia sugerir que Jesus tinha irmãos e irmãs biológicos, o que contradiria a doutrina da virgindade perpétua de Maria. No entanto, se a frase “não a conheceu” se refere a um conhecimento mais geral, não necessariamente sexual, isso apoia a doutrina da virgindade perpétua de Maria. Esta doutrina afirma que Maria permaneceu virgem por toda a sua vida, mesmo após o nascimento de Jesus. Esta doutrina é baseada em passagens como Lucas 1:34, onde Maria pergunta ao anjo como ela poderia ter um filho, já que ela “não conhece homem”.

Tabela de Comparação

Para ajudar a entender melhor as diferentes interpretações de Mateus 1:25, aqui está uma tabela que compara as duas visões:

Interpretação Significado Implicações Teológicas
José e Maria tiveram relações conjugais após o nascimento de Jesus A frase “não a conheceu até que” implica que algo aconteceu depois Contradiz a doutrina da virgindade perpétua de Maria
José e Maria não tiveram relações conjugais antes ou depois do nascimento de Jesus A frase “não a conheceu” se refere a um conhecimento mais geral, não necessariamente sexual Apoia a doutrina da virgindade perpétua de Maria

Mateus 1:25 é um versículo importante para a compreensão da natureza de Jesus e da doutrina da virgindade perpétua de Maria. Embora a frase “não a conheceu até que” tenha sido objeto de debate teológico, a interpretação mais provável é que ela se refere a um conhecimento mais geral, não necessariamente sexual. Esta interpretação apoia a doutrina da virgindade perpétua de Maria e a compreensão de que Jesus era verdadeiramente divino e verdadeiramente humano.

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