O salário de uma empregada doméstica em Portugal é pelo menos o salário mínimo nacional, 870 euros brutos por 40 horas semanais em 2025, com subsídios de férias e Natal, ou o valor proporcional à hora para trabalho parcial. Em regime de horas, pratica-se entre 7 e 12 euros líquidos por hora conforme cidade, tarefas e recibos. Quem trabalha a tempo inteiro tem direito a Segurança Social, férias pagas e descanso semanal. Base: dados em Salário mínimo na Wikipédia e Segurança Social, e legislação em Diário da República.
Valores praticados por regime de trabalho
| Regime | Remuneração típica | Observação |
|---|---|---|
| Tempo inteiro 40h | 870 euros brutos mensais | Mínimo legal, 14 meses com subsídios |
| Meio período 20h | 435 euros brutos mensais | Proporcional ao mínimo, com subsídios |
| Diarista 1 dia semana | 45 a 70 euros por dia | 4 a 6 horas, limpeza geral |
| Hora avulsa | 7 a 12 euros por hora | Lisboa e Porto no topo, interior mais baixo |
| Interna com alojamento | 870 euros mais alojamento | Alojamento não substitui salário mínimo |
Salário mínimo e subsídios: como calcular os 14 meses
Portugal paga 14 meses: 12 salários mensais mais subsídio de férias e subsídio de Natal, cada um de valor igual ao salário base. Quem recebe 870 euros por mês totaliza 12.180 euros brutos por ano a tempo inteiro. Empregada mensalista tem direito aos dois subsídios integrais após um ano, com duodécimos proporcionais em admissão e rescisão. Diarista regular com horário fixo também tem direito proporcional, mesmo trabalhando dois dias por semana: soma-se a média e paga-se férias e Natal na proporção. Pagamento por fora sem recibo é ilegal e retira proteção em doença e desemprego. Patrões devem registar contrato de serviço doméstico na Segurança Social e emitir recibo mensal. Atraso no subsídio gera juros e queixa na Autoridade para as Condições do Trabalho.
Descontos, Segurança Social e seguro obrigatório
Contrato de empregada doméstica exige inscrição na Segurança Social como trabalhadora de serviço doméstico, com taxa total de 28,3 por cento: 11 por cento do trabalhador e 17,3 por cento do patrão sobre o salário real. Existe taxa reduzida para contratos curtos e protecção parcial, mas o registo continua obrigatório desde a primeira hora. O patrão deve contratar seguro de acidentes de trabalho, com custo anual baixo, cerca de 80 a 150 euros, que cobre quedas e deslocações em serviço. Sem seguro, qualquer acidente doméstico durante a limpeza recai sobre o patrão. Baixa médica paga subsídio após três dias de espera, férias pagas são 22 dias úteis por ano, e despedimento exige aviso e compensação. Guardar comprovativos de pagamento por cinco anos evita coimas. Informação útil sobre direitos: direitos e gratidão no trabalho, relações laborais saudáveis e equilíbrio e bem-estar.
Lisboa, Porto e interior: diferenças reais de preço
Lisboa, Cascais, Oeiras e Porto praticam o topo: 10 a 12 euros por hora para limpeza semanal, 60 a 80 euros por manhã de quatro horas, e mensalistas pedem 900 a 1.000 euros por 40 horas devido ao custo de vida. Braga, Coimbra, Aveiro e Faro ficam no meio: 8 a 10 euros por hora, com oferta maior de diaristas. Interior, Alentejo e Trás-os-Montes praticam 7 a 9 euros por hora, mas com menos oferta e deslocações longas cobradas à parte. Cozinhar, cuidar de idosos e cuidar de crianças elevam o valor em 1 a 3 euros por hora face à limpeza simples. Passar a ferro ao domicílio cobra-se à peça ou à hora, com cestos de 30 a 50 euros. Fins de semana e feriados pagam acréscimo de 50 por cento. Regra de mercado: preço muito abaixo do mínimo indica informalidade, sem férias nem proteção.
Tarefas incluídas e acordo escrito que evita conflito
Contrato deve listar tarefas: aspirar, lavar chão, casas de banho, cozinha, pó, camas, roupa e lixo, com frequência de cada uma. Vidros altos, limpezas profundas de primavera e organização de arrecadação cobram-se à parte como serviço extra. Cozinhar, compras, jardim e cuidar de animais devem constar com suplemento, pois exigem tempo e responsabilidade. Horário, tolerância de atraso, refeição e transporte precisam de cláusula: quem trabalha mais de cinco horas seguidas tem direito a pausa, e interna tem quarto privado com fechadura. Produtos e equipamentos são do patrão, não descontados do salário. Período experimental de 30 a 90 dias permite terminar sem indemnização. Modelo simples de duas páginas com nomes, morada, horário, salário, subsídios e assinatura das partes resolve a maioria dos litígios antes de começar.
Como contratar legalmente passo a passo
Passo um: entrevista com referências e teste pago de duas horas na casa real. Passo dois: proposta escrita com horário, salário bruto, subsídios e tarefas. Passo três: registo no portal da Segurança Social Direta como empregador doméstico em 24 horas após início. Passo quatro: contratação de seguro de acidentes de trabalho numa seguradora. Passo cinco: pagamento mensal por transferência com recibo assinado e entrega de mapa de férias até abril. Rescisão por parte do patrão exige carta com 15 a 30 dias de aviso conforme antiguidade e pagamento de proporcionais. Demissão pela trabalhadora exige aviso de 15 dias. Em caso de conflito, Centro de Arbitragem e Autoridade para as Condições do Trabalho atendem sem advogado inicial. Manter comunicação mensal de 15 minutos sobre qualidade evita acumular queixas e melhora permanência.
Previsão para 2026 e negociação justa
O salário mínimo sobe quase todos os anos por acordo de concertação social: saiu de 820 euros em 2024 para 870 em 2025, e a trajetória aponta para 920 a 950 euros em 2026, a confirmar em decreto de dezembro. Quem contrata deve orçamentar aumento anual de 4 a 6 por cento mais subsídios e Segurança Social. Para a trabalhadora, negociar passa por apresentar pontualidade, referências e certificação de geriatria ou culinária, que justificam 1 a 2 euros extra por hora. Para o patrão, oferecer contrato formal, horário estável e pagamento pontual atrai melhores profissionais que anúncio por preço baixo. Reajuste de diarista informal para valor legal protege ambos em fiscalização. Conta anual real de mensalista a 870 euros: 12.180 de salários mais cerca de 2.100 de Segurança Social patronal mais 120 de seguro, total próximo de 14.400 euros por ano.
Opiniões de especialistas
Dra. Marta Ribeiro, advogada laboral, a nosso pedido: „O erro mais comum que vejo é tratar mensalista como prestadora ocasional para fugir a subsídios e Segurança Social, o que sai caro em coima e indemnização. A regra é simples: horário regular com subordinação é contrato de serviço doméstico, com 14 meses, 22 dias de férias e seguro, sem exceção para »só duas tardes«. Recomendo contrato escrito de duas páginas, registo na Segurança Social Direta em 24 horas e pagamento por transferência com recibo, pois prova protege as duas partes. Para 2026, orçamente já com mínimo entre 920 e 950 euros e reveja diaristas abaixo de 8 euros hora, quase sempre sinal de informalidade. Formalizar não é custo, é blindagem: em doença, acidente ou fiscalização, quem tem papel dorme tranquilo.”.
Perguntas sobre o tema
Qual o valor do salário de uma empregada doméstica em Portugal?
Mínimo de 870 euros brutos por 40 horas, mais subsídios de férias e Natal.
Quanto custa diarista por hora?
Entre 7 e 12 euros por hora conforme cidade e tarefas.
Diarista tem direito a subsídios?
Sim, proporcional aos dias trabalhados, como mensalista.
Quanto custa registar na Segurança Social?
28,3 por cento no total, 11 do trabalhador e 17,3 do patrão.
Seguro é obrigatório?
Sim, seguro de acidentes de trabalho desde a primeira hora.
Quantas férias tem direito?
22 dias úteis por ano com subsídio integral.
Alojamento conta como salário?
Não substitui o mínimo, é complemento com quarto privado.
Qual a previsão para 2026?
Mínimo estimado entre 920 e 950 euros, a confirmar em decreto.